(ATIVIDADE do Texto: “A urgência de uma filosofia da fotografia”)

“…imagem produzida e distribuída automaticamente no decorrer de um jogo programadom que se dá ao acaso que se torna necessidade, cuja informação simbólica, em sua superfície, programa o receptor para um comportamento mágico.”
Esse é um trecho do texto de Vilém Flusser (http://pt.wikipedia.org/wiki/Vilém_Flusser), um filósofo Tcheco, aborda um assunto interessante que a maioria das pessoas nem dão conta. A questão é se você sabe sobre fotografia, você sabe?
Bom, fotografia não é apenas um pedaço de papel com uma imagem paralisada de algum momento de alguma pessoa, há todo um sistema por trás dessa história toda que vai desde o olhar de quem está tirando a foto, dos mecanismos do aparelho e dos olhares e percepções de quem vê o resultado final.
Flusser diz que no momento em que a fotografia passa a ser modelo de pensamento, muda a própria estrutura da existência, do mundo e da sociedade. Saltando de um tipo de modelo para outro, de paradigma em paradigma, ou seja, toda vez que o homem inventa algo, ele tem como modelo seu próprio corpo, esquecendo-se do modelo logo após alienando-se e toma o instrumento como modelo do mundo, de si e da sociedade.
Um exemplo de tudo isso é o século XVIII onde o homem inventou as máquinas como modelo de seu próprio corpo, depois tomou as máquinas como modelo de mundo, de si mesmo e da sociedade tornando tudo isso muito mecânico.
A filosofia da fotografia tem por tarefa a liberdade dos fotógrafos. E para Flusser, liberdade é jogar contra o aparelho, ser original, descobrir alternativas e novas percepções e significados da imagem buscando uma certa revolução.

Publicado em:  on Março 26, 2009 at 7:15 pm Deixe um comentário

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